MEMORIAL DO EMPREENDEDORISMO

Associação Comercial e Industrial de Piracicaba www.acipi.com.br

A morte do Barão de Rezende

Lucas Magioli –

Numa sexta-feira 13, em agosto de 1909, o Jornal de Piracicaba – em um extenso texto – noticiou a perda de um grande personagem da história do empreendedorismo local: Estevão Ribeiro de Souza Rezende ou, simplesmente, Barão de Rezende. O Jornal anunciava, a principio, que a morte do Barão havia sido retratada no noticiário do dia anterior, mas em função da “avançada hora em que chegou a infausta nova, não foi dado o destaque merecido ao grande acontecimento”. O Barão havia falecido no fim do dia 11 daquele mesmo mês.

Sem título

Jornal de Piracicaba, 13 de agosto de 1909

Não por isso! Dois dias depois, o Jornal, já pressupondo que todos os seus leitores soubessem do ocorrido, destacou na manchete: “Barão de Rezende”, sem mencionar o fato e, em seguida, discorreu em várias linhas que detalharam os principais feitos do político e empreendedor. Tudo isso, em uma época que os jornais impressos não apresentavam imagens e os anúncios ilustrados eram raros. Mesmo assim, essa foi uma matéria de destaque que evidenciou um episódio importante para a cidade. Naquela época, o Jornal de Piracicaba completava nove anos de existência.

O Barão de Rezende nasceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1840. Advogado por formação, fez sua matrícula na Faculdade de Direito de São Paulo em 1858, antes de vir para Piracicaba, onde iníciou a uma carreira empreendedora e política. A partir de 1960, o Barão tornou-se membro do Partido Conservador, o que levava a crer, segundo o Jornal, ter sido um político “bastante convicto dos seus ideais”.

Em Piracicaba ele contribuiu para o desenvolvimento do munícipio. Inaugurou o Teatro Santo Estevam, fez parte da diretoria da Santa Casa de Misericórdia e da Companhia Ituana de Estrada de Ferro, além de também ter sido o responsável pela inauguração da navegação fluvial pelo rio Piracicaba. O Barão foi, também, eleito vereador da Câmara e Deputado Provincial por seis legislaturas, em que prestava justificativas à antiga província de São Paulo.

Barão de Rezende - Lembrança de missa de 7º dia (1909). Acervo do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes.

Barão de Rezende – Lembrança de missa de 7º dia (1909). Acervo do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes.

Em 1881, o Barão de Rezende liderou um grupo de empreendedores para a construção do Engenho Central – um dos maiores engenhos produtores de açúcar do Brasil, o qual ele mesmo foi proprietário. Pouco tempo depois, recebeu uma proposta externa para vender o engenho e decidiu fechar o negócio, especialmente em função da forte crise que afetava o setor naquela época. A sua posição conservadora parecia não ser abalada pelos ideais republicanos que permeavam os debates políticos, especialmente durante o fim do século XIX. Em pouco tempo, logo após a proclamação da Republica (1889), ele decidiu se afastar da política.

No Memorial do Empreendedorismo da ACIPI, o Barão de Rezende recebe um grande destaque. Sua contribuição para o desenvolvimento da cidade é narrada em uma apresentação linear, que, junto a outros fatos e personagens, propõe traduzir a história empreendedora da cidade.

Agende a sua visita: 19 3417-1766, ramal 736, ou memorial@acipi.com.br

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Publicado em janeiro 27, 2016 por .
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